Texto Resumo do Tema 3 da Apostila :
África Colonização e Descolonização do Redefor UNESP.
Texto Resumo do Tema 3 da Apostila :
África Colonização e Descolonização do Redefor UNESP.
A África foi o resultado de uma colonização tardia com relação á
América, pois o continente sempre foi mais usado como entreposto de viagem
entre a Europa, Índias Orientais e a América do Sul. Costa Africana não é boa,
geologicamente falando, para o estabelecimento de portos e abrigos adequados às
embarcações. A navegabilidade de grandes rios (Níger, Gâmbia e Senegal) serviu
de rotas de penetração para o interior do continente, porém não foi possível
grande penetração devido à pouca extensão desses rios.
A
grande maioria dos povos distribuídos para o sul a partir da costa marítima da
Nigéria até o litoral da Somália, falavam línguas aparentadas, denominadas de
línguas bantas. Em função das semelhanças de vocabulário e de estruturas
morfológicas e sintáticas das línguas remanescentes desses grupos, não há
dúvidas da origem étnica comum da população que se dispersou a partir das
bacias dos rios Congo-Zambéze. Esses grupos originais dispunham de variada
diversidade social, formada por dirigentes, curandeiros e trabalhadores
especializados na prática agrícola e na pesca.
A
chegada dos colonizadores à África significou uma grande ruptura cultural aos
povos nativos. As feitorias portuguesas se transformaram em entrepostos de
escravos para o continente americano. Na segunda metade do século XIX os
colonizadores voltaram para buscar não só escravos, mas desta vez queriam as
riquezas naturais deste continente.
Durante o Congresso de Berlim (1884-1885), as principais potências
coloniais européias adotaram o princípio de que não haveria o reconhecimento da
posse de terras na África sem a efetiva ocupação do território. Assim, o
território africano, praticamente inexplorado nos séculos anteriores, foi
completamente partilhado pelas potências coloniais européias.
Mas
essa partilha da África não foi estabelecida apenas pela via pacífica. Ao
contrário, provocou uma série de conflitos, principalmente entre a França e o
Reino Unido. A África Oriental foi completamente partilhada entre os ingleses,
franceses e alemães. Aos italianos coube conservar a Eritréia e aos espanhóis
apenas algumas ilhas e pontos dispersos pelo litoral, principalmente na Guiné.
A
colonização européia da África manteve-se até o final da Segunda Guerra
Mundial, quando a Europa perdeu poder político e militar para as novas
potências (Estados Unidos e União Soviética). Mas o curto período de duração
(menos de um século de ocupação efetiva) foi suficiente para transformar o
continente profundamente, tanto do ponto de vista das configurações territoriais
(os países africanos herdaram as fronteiras coloniais traçadas segundo os
interesses das potências européias) como de sua organização social e política.
O
principal legado da colonização européia foi a divisão do continente em
Estados, reunindo diferentes grupos étnicos que não conheciam outra autoridade
além do seu próprio clã. Foram poucos os casos cujos reinos antigos serviram de
base política e espacial para a formação dos territoriais coloniais, como em
parte da África Oriental, da região dos Grandes Lagos e de Burkina Faso e Mali,
na costa atlântica. A assimilação de novos valores foi resultado da força e da
imposição dos interesses coloniais, transformou-se em pouco tempo na base para
a reivindicação dos direitos desses povos, fortalecendo o movimento do
pan-africanismo. No contexto da crise geral que se instalou no sistema
colonial, outra corrente diferente do pan-africanismo foi importante para
aglutinar as forças de oposição aos governos locais – o pan-arabismo.
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