segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os sete sapatos sujos - Mia Couto

montagens sobre a obra literária e opinião de um escritor moçambicano



Integrante do Grupo responsável pela pesquisa : João Luis Martins da Silva

Divisão do Sudão afeta desenvolvimento econômico de ambos os lados

Divisão do Sudão afeta desenvolvimento econômico de ambos os lados

Uma região depende economicamente da outra: o sul tem as maiores reservas de petróleo, enquanto o norte concentra refinarias, gasodutos e portos. Uma guerra pode começar, caso não haja acordo sobre divisão de riquezas.
Futuro econômico do sul do Sudão deve ser mais promissor
A separação do sul do Sudão trará amplas consequências para o futuro da economia de todo o Sudão. Afinal, o norte e o sul ainda são interdependentes economicamente. A maior reserva de petróleo está no sul, por outro lado, é o norte que abriga as refinarias, o gasoduto e o porto para escoar o produto.
Com a independência do sul, que abriga em seu solo 70% do petróleo, o norte teme perder a receita proveniente da exploração da matéria-prima. Esse dinheiro representa atualmente a metade do orçamento do Sudão e até 90% da entrada de divisas estrangeiras através da exportação.
Por enquanto, ainda vigora o acordo de paz assinado entre o norte e o sul depois do fim da guerra civil. O acordo estipula que cada uma das regiões tem direito à metade dos ganhos provenientes da exploração do petróleo.
Para Abda Al Mahdi, diretora da empresa de consultoria Unicons, em Cartum, e ex-ministra sudanesa das Finanças, ambos os lados continuam interessados numa divisão amigável das receitas – o norte precisa do petróleo, e o sul da infraestrutura. A construção de um gasoduto alternativo passando pelo Quênia sairia muito caro para o sul, e levaria pelo menos três anos até ser concluído.
Por esses motivos, Al Mahdi defende que "um tratado de divisão dos rendimentos depois da separação é imprescindível. E, caso isso não seja possível, seria uma alternativa ruim, pois poderia levar a uma guerra."
Perda para o norte
Apesar das declarações do presidente sudanês, Omar Al Bashir, ainda é incerto se a separação entre norte e sul ocorrerá de forma pacífica. Somente no fim de 2005 chegou ao fim uma guerra civil que durou 20 anos e deixou aproximadamente dois milhões de mortos.

Separação deixa Omar Al Bashir em situação delicada
No entanto, uma separação pacífica também é vista de forma negativa no norte. Adel Abdelaziz, especialista do Centro Internacional de Estudos Africanos, em Cartum, acredita que, sob uma perspectiva econômica, a separação traz certamente desvantagens, porque "um quarto da área do Sudão é separada, juntamente com todos os seus recursos naturais, os já descobertos e os ainda desconhecidos. Isso significa também uma redução da população em cerca de 25%, o que representa um importante potencial de força de trabalho."
Entre 1999 e 2008, segundo dados do Banco Mundial, a economia sudanesa cresceu significativamente – em parte devido à crescente indústria do petróleo. Apesar disso, as duas partes do Sudão estão diante de grandes desafios, argumenta Al Mahdi.
A dependência do petróleo e o abandono do setor agrícola fizeram com que os jovens não encontrassem mais trabalho no campo, estimulando a migração para grandes cidades, como Cartum, explica.
Preparo para o futuro
Por esse motivo, o governo em Cartum quer, nos próximos anos, incentivar a produção agrícola. Após a construção da polêmica barragem de Merowe, estão planejadas a edificação de novas represas. As águas represadas do Nilo poderiam transformar grandes áreas de solo seco em terras cultiváveis.
Muitos investidores estrangeiros já manifestaram interesse. Adel Abdelaziz menciona a cooperação estratégica com o Kuwait, que teria se comprometido recentemente a investir 4 bilhões de dólares no leste do Sudão.
Ainda segundo Abdelaziz, os governos da China e Brasil também estão interessados em cooperações semelhantes. Esses países demonstram confiar no governo do sul do Sudão, especialmente em sua capacidade de garantir, futuramente, um ambiente seguro para os investimentos, diz o especialista.
No entanto, de uma maneira geral, a confiança no futuro ainda é tímida frente às consequências da separação. Por isso, a libra sudanesa se desvalorizou fortemente no contexto do referendo. O fato repercutiu de forma negativa entre os investidores, diz John Ashworth, observador de longa data do Sudão.
Segundo Ashworth, o norte do Sudão não é atraente para investimentos, "porque o governo conduz um regime autoritário". E há também o aspecto financeiro: a dívida externa, no final de 2009, chegou a 35,7 bilhões de dólares, ou seja, dois terços do Produto Interno Bruto. Desde meados dos anos de 1980, o Sudão não tem mais honrado a antiga dívida e, nos últimos anos, adquiriu novos empréstimos da China, Índia e países do Golfo.
Chance de desenvolvimento

Construção da hidrelétrica Merowe, no norte do Sudão, foi polêmica
Ao contrário do governo em Cartum, o sul do Sudão tem pouco a perder, já que a região também foi bastante negligenciada no passado. O sul ainda sofre com os efeitos da guerra civil: quase não há ruas asfaltadas, as escolas e hospitais estão em más condições, a infraestrutura é precária e falta mão-de-obra qualificada.
Ainda assim, Manfred van Eckart, da Sociedade Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), acredita que o sul do Sudão possui condições favoráveis. "O sul do Sudão dispõe de muita matéria-prima e, além do petróleo, existem muitas reservas minerais ainda desconhecidas."
Além disso, há um grande potencial agrícola. Portanto, não há obstáculos para o desenvolvimento do sul do Sudão, desde que o novo país invista sua receita com responsabilidade e com vista ao progresso.
Através do apoio dos Estados Unidos, o primeiro passo para a independência foi bem-sucedido: a criação de uma instituição financeira para o sul do Sudão. O Banco de Juba tem agora seu próprio código bancário internacional. Isso possibilita que investidores estrangeiros efetuem transações financeiras no sul do Sudão, sem ter que passar pelos bancos de Cartum.
Apesar de a separação trazer desvantagens para o norte, há também vozes otimistas. Para o especialista Adel Abdelaziz, a divisão também pode ser uma chance para os dois países utilizarem melhor as suas riquezas – sozinhos ou como parceiros econômicos.
Autora: Lina Hoffmann (np)


Integrante do Grupo responsável pela pesquisa : João Luis Martins da Silva

Sudão do Sul se torna o mais novo país do mundo

Sudão do Sul se torna o mais novo país do mundo

Atualizado em 8 de julho, 2011 - 18:52 (Brasília) 21:52 GMT
Mulher comemora nas ruas de Juba a independência do Sudão do Sul. AFP
O Sudão do Sul discute se cria uma nova cidade para ser a capital, que por ora é Juba
O Sudão do Sul se tornou oficialmente às 18h01 desta sexta-feira (hora de Brasília, 0h01 de sábado, hora local) o mais novo país do mundo, ao oficializar sua independência do restante do Sudão.
Nas ruas da capital do país, Juba, centenas de pessoas comemoraram a mudança logo após o horário oficial da separação do norte.
Segundo o enviado da BBC a Juba Will Ross, às vésperas do nascimento do país as rádios tocaram sem parar o hino nacional sul-sudanês, composto por estudantes locais.

O país nasce a partir de um acordo de paz firmado em 2005, após 12 anos de uma guerra civil que deixou 1,5 milhão de mortos. Em janeiro, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista, em relação ao norte, governado a partir de Cartum, onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe.
Nesta sexta-feira, o governo do presidente sudanês, Omar Bashir, reconheceu formalmente a independência da parte sul de seu país. Ele estará em Juba, no sábado para a festa, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que será recepcionado pelo presidente interino do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit.
Apesar de possuir grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres.
Embora não haja estatísticas oficiais, a ONU estima que a população do país varie entre 7,5 e 9,5 milhões. O Sudão do Sul também nasce sendo um dos maiores do continente, superando as áreas de Quênia, Uganda e Ruanda somadas.
Crianças em Juba, no Sudão do Sul. Getty
Após comemorar a independência, o Sudão do Sul terá de resolver a questão da fonteira com o norte
Abyei e Kordofan
A independência está sendo celebrada sem que as fronteiras entre o sul e o norte já estejam completamente definidas. Um foco de tensão é o debate sobre quem ficará a região de Abyei, rica em petróleo.
Em maio, forças do Sudão do Norte entraram em Abyei. Os conflitos forçaram 170 mil pessoas a deixarem suas casas, para fugir da violência.
O acordo de 2005 previa um referendo para os moradores da área decidirem se ficariam com o norte ou o sul, mas por causa da tensão a votação ainda não ocorreu.
Antecipando-se a uma eventual retomada da guerra civil, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, também em maio, o envio de uma missão de paz com 7 mil militares para a área, a maioria da Etiópia.
A separação também acendeu os ânimos na região de Kordofan do Sul, que está sob controle do governo de Cartum.
Povoada por minorias étnicas sem ligação com a população árabe do norte, a região quer se juntar ao novo país. Confrontos na região já provocaram o deslocamento de 60 mil moradores.
Petróleo, selos e capital
A questão do petróleo é uma das questões mais sensíveis na divisão do Sudão.
A maior parte das reservas fica no sul, mas quase toda a infraestrutura para refino e transporte fica no norte. Por enquanto, a receita é dividida meio a meio.
Além de discutir uma nova divisão nos lucros, o sul e o norte também têm de dividir a dívida pública do Sudão.
A nacionalidade dos sul-sudaneses que vivem no norte é outro problema. O governo de Cartum já revogou a cidadania destas pessoas, que agora migram em massa para a antiga terra natal, para se tornarem cidadãos do mais novo país do mundo.
Mas as delicadas questão envolvendo o norte não são os únicos problemas que o Sudão do Sul está tendo que enfrentar.
O país ainda discute, por exemplo, quem irá estampar as notas da futura nova moeda, o design dos selos e até qual será a capital – Juba ou uma nova cidade a ser construída, que pode até ter o formato de animais ou frutas africanas.
O nascimento do país também provocou mudanças na ONU, onde engenheiros discutem se incluem mais uma cadeira no já apertado plenário da Assembleia Geral, ou se o Sudão do Sul vai ocupar o espaço do Vaticano ou da Autoridade Palestina, que têm assento na sala, mas não são Estados-membros.
Sudão, um país dividido
As grandes diferenças que dividem o Sudão são visíveis até do espaço, como mostra essa imagem de satélite da Nasa. Os Estados do Norte são uma área desértica, interrompida apenas pelo fértil vale do Nilo. O Sul do Sudão é coberto por vastas áreas verdes, pântanos e florestas tropicais.

Integrante do Grupo responsável pela pesquisa :João Martins da Silva

terça-feira, 12 de junho de 2012

A influência Africana Atual : o Kuduro

A influência Africana Atual : o Kuduro


Kuduro é um gênero musica e sobretudo um gênero de dança  surgida em Angola. Hoje em dia, está também largamente disseminado pelo Brasil ultimamente, já existindo até alguns grupos e bandas de kuduro próprios do Brasil, em especial nos subúrbios das cidades do Rio de Janeiro e de Salvador . É hoje influenciado por outros géneros como Sungura, Kizomba, Semba, Ragga e Rap. Nascido nos subúrbios de Malange nos anos 90, o Kuduro recentemente se tornou o ritmo preferido por DJs europeus. O blogue ‘Raízes e Antenas‘ traz uma perspectiva histórica do ritmo.

http://raizeseantenas.blogspot.com.br/


"A paz em Angola - depois de décadas de guerra (primeiro a guerra contra as tropas portuguesas, depois uma guerra fratricida igualmente sangrenta) - proporcionou o desenvolvimento de variadíssimas e riquíssimas formas musicais e a sua divulgação interna e externa. Não que muita música não se fizesse e gravasse antes - vejam-se as gravações contidas na caixa «Angola», já referida há alguns meses neste blog, ou na recente compilação «Os Reis do Semba», todas feitas durante os anos finais de dominação portuguesa - ou as inúmeras gravações de artistas de kizomba editadas ainda durante a guerra civil. Mas, nos últimos anos, outros géneros foram nascendo e crescendo com uma força imparável: a versão muito própria e angolana do hip-hop e também o kuduro e a tarrachinha."
Tarrachinha - A Música Mais Sexy do Mundo (e Outras Músicas de Angola) - Raízes e Antenas

Kuduro foi recentemente mostrado em um programa de TV brasileiro, a ‘Central da Periferia', onde a repórter Regina Casé sai em busca de movimentos culturais marginais na periferia de grandes cidades ao redor do mundo. A diretora Monica Almeida blogou sobre o que ela viu em Sambizanga, um bairro pobre de Luanda e também casa de ‘Os Lambas', o mais famoso grupo de Kuduro.

"Quando de forma irritante os kuduristas iniciaram a dar o show, eu detestava-os, mas o meu kota dizia-me: sinto que esta pode ser uma contestação a realidade que vivemos. e, bem ou mal, começa a sair do controlo daqueles que gostam de ouvir o que lhes agrada/culto de personalidade e o escape as frustrações saem dia a dia nas músicas porque as “gravadoras” já não estão sob o controlo dos “chefes” que só deixam desabrochar aqueles que adoram as suas personalidades. Sou contra o modo de vida, sou contra algumas letras, mas não vou ao extremo. muitas querem condenar o kuduro, mas dançam o rap com os disparates mais claros e chocantes que contêm as suas letras; por outro lado, o semba não é apropriado para contestações ou frustações, nem kilapanga, nem sungura; o rap que se faz em angola é na sua maioria amordaçado…o escape é o kuduro e como é espontaneo terá maior sucesso porque o ghetto se revê nela; querem ver a juventude dançar nos ghettos? mete kuduro!!!!"
Comentário de Prenda, em A Relação Entre as Gangs e o Kuduro - Angonotícias

"Este ritmo é típico de Angola. Em Luanda arrisquei uns passinhos, mas não estão neste video. É como diz o cantor: que africano que não dança? que angolano que não dança? e eu complemento: e que descendente de África não dança?"
Kuduro - Ieda de Oliveira





Ataques contra igrejas cristãs deixam 12 mortos na Nigéria

Ataques contra igrejas cristãs deixam 12 mortos na Nigéria

11 de junho de 2012 09h15 atualizado às 10h00

Pelo menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após dois ataques da seita radical islâmica Boko Haram contra igrejas cristãs no norte da Nigéria, informou nesta segunda-feira o jornal local Punch.
Segundo a fonte, um dos atentados foi realizado ontem em uma Igreja na cidade de Jos, no centro da Nigéria. Por volta das 6h (horário de Brasília), um terrorista suicida detonou seu automóvel em frente ao templo, um fato que causou a morte de três pessoas e deixou outras 41 seriamente feridas.
Pouco depois do ataque, jovens e moradores da região iniciaram uma onda de represália que, segundo a imprensa local, resultou na morte de pelo menos mais 7 pessoas.
A igreja de EYN, na cidade de Bui, também foi atacada por homens armados, causando a morte de mais duas pessoas. O Governo da Nigéria, por sua vez, condenou radicalmente os dois ataques e os qualificaram como "outra ação covarde de pessoas que não têm nenhum respeito pela vida humana".
De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal local Daily Truste, a seita islâmica Boko Haram assumiu a autoria dos ataques às duas igrejas. Segundo a fonte, o próprio porta-voz do grupo rebelde, Abul Qaqa, teroa entrado em contato com os jornalistas para assumir os ataques.
"Graças ao nosso criador, hoje (domingo) realizamos um ataque com sucesso em duas igrejas de Jos e Biu", disse Qaqa. "Vamos aumentar os ataques contra nossos inimigos. Esta é uma guerra entre nós e o Governo da Nigéria, e não há um recuo. Não vamos parar até conseguirmos um estado islâmico", acrescentou.
Desde o início de sua ação em 2009, o Boko Haram já matou mais de 1,2 mil pessoas, a maioria em ataques realizados no norte da Nigéria. Com cerca de 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, inúmeros conflitos por causa de suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

em : http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5828586-EI17615,00-Ataques+contra+igrejas+cristas+deixam+mortos+na+Nigeria.html

ONU desconhece autores de ataque na Costa do Marfim

ONU desconhece autores de ataque na Costa do Marfim
11 de junho de 2012 19h57 atualizado às 20h40  


A ONU reconheceu nesta segunda-feira que ainda não sabe ao certo quem foram os autores do ataque contra os militares da missão do organismo na Costa do Marfim (Onuci), onde morreram sete soldados Capacetes Azuis e oito civis.
"Ainda não sabemos quem foram os agressores", admitiu à imprensa o subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Hervé Ladsous, na saída de uma reunião a portas fechadas com o Conselho de Segurança focada no ataque cometido contra os militares do organismo internacional.
Ladsous disse que as Nações Unidas continuam investigando o caso, em que um grupo armado armou uma emboscada contra os membros da Onuci na sexta-feira passada. O ataque matou soldados da ONU nigerinos e oito civis perto da fronteira com a Libéria.
"Foi uma grande tragédia para a Onuci", acrescentou o chefe dos Capacetes Azuis. Ele disse que se irá a Abidjan na quinta-feira para participar de uma grande cerimônia em homenagem às vítimas do ataque, que já foi condenado na sexta-feira pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pelo Conselho de Segurança da organização.

em : http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5830251-EI17615,00-ONU+desconhece+autores+de+ataque+na+Costa+do+Marfim.html

Massacre de rinocerontes cresce em ritmo sem precedentes

Massacre de rinocerontes cresce em ritmo sem precedentes

12 de junho de 2012 07h39 atualizado às 08h11

As mortes de rinocerontes prosseguem em um ritmo sem precedentes na África do Sul, onde 245 animais foram sacrificados desde o início do ano, informou o ministério do Meio Ambiente. Apenas no parque nacional Kruger, norte do país, 147 rinocerontes, 60% do total, foram vítimas da caça.
A África do Sul, que conta com 20 mil espécimes, abriga de 70% a 80% da população mundial de rinocerontes, que são alvo dos caçadores apesar do aumento das medidas de segurança: 448 animais foram mortos por caçadores em 2011, contra 333 em 2010, 122 em 2009, 83 em 2008 e apenas 13 em 2007.
O aumento da caça ilegal é explicado pelo êxito comercial dos chifres na Ásia, especialmente no Vietnã, onde são utilizados pela medicina tradicional. O preço no mercado negro se aproxima do ouro, a 50 mil euros o quilo

em : http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5830736-EI17615,00-Massacre+de+rinocerontes+cresce+em+ritmo+sem+precedentes.html

Por vingança, homens armados matam 27 na Nigéria

Por vingança, homens armados matam 27 na Nigéria

Homens armados mataram 27 pessoas e deixaram oito feridas durante uma suposta vingança na cidade de Dangukbi, no estado de Zamfara, na Nigéria, informou nesta terça-feira o jornal Vanguard.
Segundo a publicação, o massacre aconteceu nesta segunda-feira quando vários homens chegaram na cidade fingindo ser comerciantes e primeiro atacaram a delegacia de polícia, onde mataram um oficial e feriram várias pessoas.
Especula-se que os homens buscavam vingança pela morte de um de seus companheiros, que teria sido assassinado pela polícia local. Após o ataque inicial, os indivíduos foram de casa em casa matando os moradores, muitos dos quais foram degolados.
Ao todo, foram encontrados os corpos de 18 moradores. Outras nove pessoas foram assassinadas durante a fuga do grupo de homens armados em direção às localidades de Biya, Guru e Sabon Kasuwa, todas no distrito de Dangubki.
Desde o ano passado, cerca de 160 pessoas foram mortas nesta região devido a ataques deste tipo. Com cerca de 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, Nigéria, o país mais povoado da África, sofre com tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.


em : http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5830768-EI17615,00-Por+vinganca+homens+armados+matam+na+Nigeria.html

A vida longa das linhas retas : cinco mitos sobre as fronteiras na África Negra

A vida longa das linhas retas:

cinco mitos sobre as fronteiras na

África Negra
WOLFGANG DÖPCKE*

Introdução

As fronteiras dos Estados africanos modernos são um polêmico objeto de

estudo. São apontadas, tanto no discurso acadêmico quanto na opinião pública
2 ,

como um dos principais culpados pela instabilidade política e pelos conflitos no

continente. A maneira arbitrária pela qual as fronteiras foram impostas às

sociedades africanas pelos colonizadores europeus, ignorando as realidades étnicas,

geográficas, ecológicas e políticas existentes
3 , teria criado as raízes de “one of

Africa’s greatest problems that developed with the European conquest.”
4 O dito

famoso de Lord Curzon de que “frontiers are indeed the razor’s edge on which

had suspended the modern issues of war and peace” parece ser verdadeiro também

para a África.


Veja mais em http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v42n1/v42n1a04.pdf

quinta-feira, 7 de junho de 2012

África em Poesia

Aqui vai uma ótima dica:

O Blog África em poesia de Lili Laranjo
Ótimo espaço de cultura

http://africaempoesia.blogspot.com.br/África em Poesia

Top 10 filmes sobre a África

Top 10 filmes sobre a África

Neste texto, pretendo reunir 10 filmes sobre a África.
Os temas tratados por esses filmes são principalmente fome, pobreza, racismo, apartheid, tráfico de armas, tráfico de diamantes, sequestro de crianças, milícias de crianças, indústria farmacêutica, ditadura, genocídio, conflitos étnicos, violência e guerra civil.
Os filmes são:
1) Hotel Ruanda-Hotel Rwanda,(EUA / Itália / África do Sul) 2004
Um gerente de Hotel de luxo em Ruanda, durante o conflito ente tutsis e hutus, consegue salvar milhares de vidas, permitindo que as pessoas fiquem no hotel. Baseado numa história verídica.

2) O Senhor das Armas-Lord of
Technorati Marcas: ,,,,,,
War (EUA) 2005
Traficante de armas, sem o menor escrúpulo, fornece armamentos para milícias africanas, contribuindo para guerras civis e violência.

3) O Jardineiro Fiel -The Constant Gardener (EUA) 2005
Diplomata tem sua esposa assassinada e decide descobrir o verdadeiro motivo. Se envolve numa intriga com poderosas empresas farmacêuticas.
4) Diamante de Sangue -Blood Diamond (EUA) 2006
Homem tem seu filho seqüestrado pela milícia para ser treinado para matar e vai em busca dele. O filme mostra o tráfico de diamantes em Serra Leoa e as conseqüências dele.
5) Crianças Invisíveis – All the Invisible Children ( Itália) 2005
Documentário que mostra a situação de crianças em vários países, inclusive no Brasil. São mostradas as crianças na África que sofrem seqüestro e lavagem cerebral para se tornarem assassinos para as milícias.
6) Amor sem Fronteiras – Beyond Borders( EUA) 2003
Mulher da alta sociedade conhece um médico idealista e se apaixona por ele. O primeiro acampamento mostrado fica na África. O filme mostra os próprios africanos que roubam doações de alimentos e remédios dos civis para alimentar as milícias.
7) Um Herói do Nosso Tempo- Va, Vis et Deviens (França / Bélgica / Israel / Itália) 2005
Menino negro se passa por judeu para ser levado a Israel e ter condições de sobreviver. Na época, o país estava resgatando os judeus negros da em situação de miséria. Mesmo entre os judeus, existe o preconceito pelo fato dele ser negro.
8) O último Rei da Escócia - The Last King of Scotland(Inglaterra) 2006
Jovem escocês recém formado em Medicina decide partir numa aventura e trabalhar em Uganda. Acaba conhecendo por acaso o ditador Ide Amim, que acaba simpatizando com ele. O jovem passa a freqüentar festas e a alta sociedade e não faz idéia do que é capaz o ditador.Baseado numa história rea
9) Infância Roubada – Tsotsi(África do Sul / Inglaterra) 2005
Jovem rouba carro e só depois percebe que tem um bebê dentro. Ele leva a criança para uma moça que ele mal conhecer cuidar e começa a se apegar a criança.
10) Um Grito de Liberdade – Cry Freedom( Inglaterra) 2007
Filme sobre o apartheid na África do Sul, mostra a amizade entre um líder negro Stephen Biko e um jornalista branco. Baseado em uma história real.

Esses são alguns dos filmes que abordam as temáticas africanas, embora existam outros bons também. Pretendo fazer uma segunda parte deste post, com os filmes que faltaram aqui. Acabei lembrando de diversos filmes.
Esses filmes podem ser utilizados por educadores nas escolas para ilustrar os diversos temas que abordam

África teria sido berço de toda linguagem humana

África teria sido berço de toda linguagem humana

A língua se expandiu junto com o ser humano, sugere estudo.
Pesquisador aplicou na linguística um conceito da genética.

Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo
 
Uma pesquisa publicada pela “Science” mostra que a origem da língua falada está na África. Já se sabia que o homem moderno surgiu no continente e, com este estudo, vem a hipótese de que existe uma relação entre os dois aspectos.
“As línguas se espalharam da mesma maneira que nós expandimos, essa é a conclusão do artigo. Não levamos só os nossos genes, levamos a língua também”, afirmou ao G1 Quentin Atkinson, professor da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, autor da pesquisa.
“Uma hipótese para por que conseguimos expandir tão rapidamente a partir da África é que a língua complexa foi uma inovação, uma vantagem real para nós, permitindo que cooperássemos e nos coordenássemos em grupos, mais que qualquer outro hominídeo”, explicou o cientista. Embora não possa afirmar com certeza, ele calcula que as línguas complexas tenham surgido entre 50 mil e 70 mil anos atrás.
A pesquisa não consegue precisar de que lugar na África vêm as línguas faladas, consegue precisar apenas que é na África Subsaariana. Por outro lado, as línguas consideradas mais recentes são as da região da Polinésia e as originais da América do Sul, como o Tupi e o Guarani.
"Efeito fundador em série"
Para rastrear as origens da língua falada, Atkinson aplicou na linguística um conceito da genética chamado “efeito fundador em série”.
“Quando há uma expansão, uma população pequena se separa e vai para outro território. Quando ela faz isso, leva junto apenas uma parte da diversidade da população original. Isso é chamado de ‘efeito fundador’”, explicou. “Isso pode acontecer muitas e muitas vezes, e é chamado de ‘efeito fundador em série’”, completou, em sua definição.
Em vez de genes, a pesquisa analisou fonemas. As línguas que apresentassem maior diversidade de sons, fossem eles vogais, consoantes ou tons – variação de fala que não existe em português e é usada, por exemplo, no mandarim. De acordo com o conceito do “efeito fundador em série”, as línguas que apresentassem mais diversidade estariam mais próximas do ponto de origem, e vice-versa.
Na pesquisa, foram analisadas 504 idiomas. Segundo o pesquisador, foram amostras selecionadas com critérios geográficos, já que há mais de 6 mil línguas no mundo.

Tratamento contra aids na África do Sul reduz infecções em bebês


Com apenas um ano de idade, Katakane ri e brinca nos braços da mãe soropositiva, enquanto um médico tenta examinar a menina no maior hospital público da África do Sul, em Soweto.
São apenas exames de rotina. A menininha é saudável, graças a um tratamento que salvou milhares de bebês nascidos de mães portadoras do vírus causador da aids.
"Minha bebê está ótima! Ela brinca, diz 'papai, mamãe'. Sim, ela está bem, está ótima", contou, radiante, Nandi (nome fictício), de 32 anos, comentando o alívio que sentiu quando soube que a filha não tinha sido infectada com o HIV.
Dois anos atrás, enquanto estava grávida, Nandi ingressou em um programa de saúde pública concebido para evitar que mães soropositivas infectassem seus bebês com o vírus.
O tratamento salvou até 70.000 crianças ao ano, segundo autoridades, uma grande história de sucesso diante das quase seis milhões de pessoas que vivem com HIV e aids no país.
Grávidas fazem o teste em clínicas de pré-natal, relatou a pediatra Avi Violari, no hospital Chris Hani Baragwanath, de Soweto.
"Se ela está contaminada com HIV, então oferecemos aconselhamento intensivo. E oferecemos tratamento durante a gravidez", explicou, enquanto crianças se penduram nas cadeiras azuis da unidade de pesquisa, aguardando os pais que fazem testes ou tratamento.
As mães soropositivas recebem medicamentos antirretrovirais (ARV) durante a gravidez e após o nascimento, e possivelmente uma dose extra durante o trabalho de parto, dependendo a evolução o vírus. Tudo de graça.
Os remédios reduzem a carga viral no corpo da mãe, que por sua vez diminui o risco de a criança contrair HIV através do cordão umbilical ou por exposição aos fluidos corpóreos da mãe durante o parto ou a amamentação. O recém-nascido também recebe algumas gotas de ARV em xarope, como um reforço para combater a infecção.
O êxito do tratamento tem sido uma bênção em um país onde metade dos 50 milhões de habitantes vive com menos de US$2 por dia. Embora os antirretrovirais tenham reduzido o perfil da aids de doença mortal a crônica nos países mais ricos, permitindo aos infectados manter um estilo de vida normal, o mesmo não ocorre nos países mais pobres, onde a sobrevivência pode ser uma luta cruel e diária em busca de alimentação e medicamentos adequados.
Até uma década atrás, a África do Sul também era notoriamente resistente a fornecer medicamentos anti-aids para as grávidas. O ex-presidente Thabo Mbeki, no poder na época, despertou críticas em todo o mundo por questionar se o HIV causava a aids, bem como os diagnósticos e remédios ocidentais no combate ao vírus. Em 2002, no entanto, a Corte Constitucional determinou que os antirretrovirais fossem disponibilizados de graça para futuras mães com HIV.
Atualmente, o programa sul-africano de ARV foi além das grávidas e agora é oferecido a 1,3 milhão de pessoas, constituindo-se o maior programa do tipo no mundo.
Antes do lançamento do programa "Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho (PMTCT, em inglês)", quase um terço dos bebês do país nascia com HIV, contraído de suas mães. As taxas de infecção agora caíram para menos de 4%, segundo números oficiais divulgados no ano passado.
"É inacreditável como as taxas de transmissão caíram. É realmente dramático", disse na capital, Pretória, Theresa Rossouw, doutora chefe em HIV do país.
Autoridades de saúde internacionais comemoram o sucesso do programa. "O programa PMTCT é o carro-chefe do governo sul-africano. É algo sobre o que eles podem dizer, ''Nós lideramos este programa''", disse Thapelo Maotoe, médica na agência de ajuda americana USAID, que financiou com mais de US$3,3 bilhões o tratamento contra HIV/aids na África do Sul desde 2004.
Os resultados representam uma boa notícia em um país onde a metade dos bebês soropositivos não consegue chegar aos cinco anos de idade, por causa da pobreza generalizada.
AFP
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Fome na África

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Fome na África necessita de ajuda 'sólida e urgente', diz ONU

A seca que afeta os países do chifre da África é a pior dos últimos 60 anos.
Segundo diretor da FAO, é preciso US$ 1,6 bilhão nos próximos 12 meses.

Da France Presse
A seca na África provocou uma "situação catastrófica que exige ajuda internacional sólida e urgente", declarou nesta segunda-feira (25) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, logo no início da reunião de emergência que se realiza em Roma.
Criança espera tratamento em hospital dos Médicos Sem Fronteiras no campo de Dadaab, no Quênia (Foto: Schalk van Zuydam/AP)Criança espera tratamento em hospital dos Médicos Sem Fronteiras no campo de Dadaab, no Quênia (Foto: Schalk van Zuydam/AP)
"Temos que salvar vidas e reagir", afirmou Diouf, dizendo precisar de 1,6 bilhão de dólares nos próximos 12 meses e 300 milhões de dólares nos dois meses seguintes para atender às emergências da região.
A seca que afeta os países do chifre da África, a pior dos últimos 60 anos, ameaça 12 milhões de pessoas na Somália, assim como a população do Quênia, Djibuti, Sudão e Uganda.
A reunião foi convocada pela FAO a pedido da França, que atualmente preside o G20.
Banco Mundial
O Banco Mundial decidiu repassar US$ 500 milhões para ajuda de emergência aos mais afetados no Chifre da África, anunciou a instituição nesta segunda-feira, pouco antes da abertura, em Roma, da reunião para lutar contra a fome nesta região.
Esta quantia se soma aos US$ 12 milhões já desbloqueados para conceder uma ajuda imediata. "É importante agir rapidamente para diminuir o sofrimento humano, mas também estamos atentos às soluções em longo prazo", declarou o presidente do Bird, Robert Zoellick, em um comunicado.
Entenda a seca no Chifre da África

12/08/2011 07h14- Atualizado em 12/08/2011 17h51

Entenda a seca no Chifre da África

Segundo estudo, fato está relacionado ao aquecimento global.
Para analista, motivos políticos agravam ainda mais o evento natural.

Giovana SanchezDo G1, em Dadaab
A mais severa seca dos últimos 60 anos afeta 12,5 milhões de pessoas na região conhecida como Chifre da África - que inclui Somália, Djibouti, Quênia, Uganda e Etiópia. A ONU declarou fome crônica em duas regiões do sul da Somália, e anunciou que caso nada seja feito, a situação pode se transformar numa catástrofe humanitária.
A seca não é novidade para os moradores do nordeste africano - ela acontece a cada dois anos ou mais. No entanto, um estudo publicado no começo deste ano por cientistas do Serviço Geológico dos EUA (o USGS) e da Universidade da Califórnia mostra que o aquecimento global pode estar por trás da piora da seca neste ano.
"É muito difícil atribuir um único evento à mudança climática, mas nossa pesquisa sugere fortemente que o aquecimento do Oceano Índico (que está fortemente ligado ao aquecimento global) está contribuindo para mais frequentes e intensas secas", explicou ao G1 o pesquisador do USGS Chris Funk.
Segundo ele, todas as observações e modelos climáticos indicam que o Oceano Índico está aquecendo muito depressa. "Enquanto a magnitude absoluta do aquecimento é muito menor do que em lugares como o Atlântico norte, os impactos da mudança climática podem ser dramáticos, já que o aquecimento de um oceano já muito quente pode criar mudanças climáticas significativas."

Motivos políticosAlém da questão climática, há fatores políticos que pioram as condições dos moradores da região. "Não é o fator natural que está produzindo a fome. A ONU e o mundo ocidental estão dizendo que é uma seca que assolou as pessoas. Nessa parte do mundo as secas são endêmicas. Elas acontecem a cada poucos anos, mas as pessoas desenvolveram mecanismos para lidar com isso durante os anos. Esses mecanismos foram destruídos pela guerra civil, pela guerra ao terror e pela ocupação etíope. As pessoas ficaram tão vulneráveis que elas perderam tudo o que tinham antes de a seca chegar. Quando a seca chegou, eles já não tinham nada e ficaram famintos", explicou o professor de geografia e estudos globais da Universidade de Minnesota, nos EUA, Abdi Samatar.
Segundo Samatar, que é somali, os muitos anos de guerra civil, a pirataria, o avanço do grupo extremista Al-Shabaab e a inimizade com os etíopes tornou a situação do país insistentável. "É uma solução política, de um governo nacional somali. Pense se não houvesse um estados unidos durante a catástrofe do Katrina na Louisiana, a maioria das pessoas teria morrido, o governo dos EUA foi ajuda-los. Então o jeito de ajudar os Somália é a comunidade internacional dizer: há questões que o mundo precisa ajudar a resolver: uma delas é a questão da pirataria. Existem vários tipos de pirataria, a maioria deles não é somali. A questão do possível terrorismo é que devemos ter um estado que dê conta de suas pessoas. Sem isso a desordem irá continuar para sempre."
Moradores caminham perto de animais mortos em Athibohol, noroeste de nairóbi, no Quênia (Foto: Simon Maina/AFP)Moradores caminham perto de animais mortos em Athibohol, noroeste de nairóbi, no Quênia (Foto: Simon Maina/AFP)
Poucas chuvas anteriores
A atual seca, vinda após repetidos episódios de poucas chuvas em 2007, 2008 e 2009, está causando severos impactos na questão alimentar, com emergências decretadas em diversas regiões dos países do Chifre da África. "Uma parte fundamental dos impactos é que tanto as chuvas de outubro a dezembro de 2010, como as de março a junho de 2011 foram muito ruins. Então o total de chuvas em 12 meses foi muito baixo, um dos piores já registrados", diz Chris.
Em algumas regiões pastoris, foram registradas mortes de 15% a 30% do rebanho entre março e maio deste ano. A época de colheita deve atrasar e ficar aquém do esperado, o que deve aumentar ainda mais o preço dos alimentos, piorando a crise já instalada.
Segundo o cientista, ainda é cedo para prever chuvas em outubro, mas "será uma longa espera até que as águas reabasteçam a forragem para o rebanho e até mais até que as colheitas no início de 2012 tragam alívio. Então mesmo que a seca não piore, os impactos podem se intensificar nos próximos meses."
O Brasil anunciou no dia 28 de julho o envio de 38 mil toneladas de gêneros alimentícios à Somália e 15 mil toneladas de alimentos aos campos de refugiados na Etiópia.

Últimas Notícias sobre a África...

Tribunal condena ex-presidente da Libéria

AFP | 26.04.2012
O ex-presidente da Libéria Charles Taylor foi considerado culpado por crimes contra a humanidade. Ele provocou uma série de conflitos em parte da África nos anos 90.



Diamante de sangue dado para Naomi Campbell


Brasileiros desenvolvem fogões para África

Iniciativa tem parceria com o MIT e com escolas americanas

Portal Porvir
Um grupo de alunos do segundo ano do ensino médio do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, decidiu extrapolar os muros da escola em algo como… 9.000 km. Para desenvolver o seu projeto da feira de ciências, os jovens de 16 anos estão participando de um time que envolve estudantes de outros três países com o objetivo de desenvolver fogões que não façam mal à saúde para comunidades rurais de Uganda e Ruanda, na África.
Nesses dois países, o uso de fogões primitivos, normalmente feitos de argila e com combustão a partir de gravetos, é uma questão de saúde pública. A fumaça preta emitida por eles provoca doenças respiratórias graves, atrapalha no desenvolvimento cognitivo de crianças e gera várias outras mazelas associadas. O problema é tão sério que as Nações Unidas estimam que quase 2 milhões de pessoas morram todos os anos no mundo por complicações decorrentes da inalação dessa fumaça.
Diante dessa situação, a ONG ugandense The Kasiisi Project pediu ajuda ao D-Lab, do MIT, laboratório que desenvolve tecnologias de baixo custo para melhorar a qualidade de vida de famílias de baixa renda pelo mundo. Em seguida, o MIT desenvolveu um material sugerindo cinco tipos de fogão mais eficientes e menos danosos à saúde e começou a procurar escolas parceiras para testar e aperfeiçoar os modelos.
O Projeto Educacional Global de Fogão Eficiente para Cozinhar foi aceito por escolas dos EUA, Ruanda, Uganda e Brasil. A partir das sugestões da cartilha do MIT, os jovens deveriam aprimorar os fogões para que a sua construção fosse viável financeiramente para a população ruandesa e ugandense, contando com matérias-primas disponíveis nessas regiões. Além disso, eles precisavam ter o cozimento eficiente e, claro, não ser danoso à saúde.

Lagarde: Pobreza na África preocupa mais que Grécia

25 de maio de 2012 | 21h 46

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, conclamou hoje os gregos a pagarem seus impostos e declarou-se mais preocupada com a situação na África subsaariana do que com a pobreza causada pela crise econômica na Grécia.


Em entrevista concedida ao jornal britânico The Guardian, Lagarde declarou: "Até onde interessa a Atenas, eu também estou preocupada com aquelas pessoas que tentam fugir o tempo todo do imposto de renda, todas as pessoas na Grécia que tentam se esquivar do pagamento de impostos".

Para Lagarde, os gregos deveriam "tentar se ajudar coletivamente" e "todos pagarem os impostos devidos". Ela disse pensar "na mesma proporção" naqueles que estão privados dos serviços públicos por causa da crise e naqueles que tentam se esquivar dos impostos.

Sobre as crianças afetadas pela crise, Lagarde atribuiu a responsabilidade aos pais. "Os pais precisam pagar seus impostos", disse ela ao Guardian.

"Penso mais nas criancinhas de uma escola em um povoado no Níger que têm duas horas por dia de aula, com uma cadeira para três crianças e ainda assim conseguem estudar", prosseguiu. "Penso nelas o tempo inteiro, e acho que elas precisam de muito mais ajuda do que as pessoas em Atenas."

O FMI, dirigido por Lagarde, é um dos três credores externos que impuseram à Grécia a adoção de duras medidas de austeridade fiscal, com duros cortes nos serviço públicos, em troca de resgate financeiro. Os outros dois credores são a União Europeia (UE) e o Banco Central Europeu (BCE). As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 5 de junho de 2012

África Especial



Texto Resumo do Tema 3 da Apostila


Texto Resumo do Tema 3 da Apostila :

África Colonização e Descolonização do Redefor UNESP.

Texto Resumo do Tema 3 da Apostila :
África Colonização e Descolonização do Redefor UNESP.

A África foi o resultado de uma colonização tardia com relação á América, pois o continente sempre foi mais usado como entreposto de viagem entre a Europa, Índias Orientais e a América do Sul. Costa Africana não é boa, geologicamente falando, para o estabelecimento de portos e abrigos adequados às embarcações. A navegabilidade de grandes rios (Níger, Gâmbia e Senegal) serviu de rotas de penetração para o interior do continente, porém não foi possível grande penetração devido à pouca extensão desses rios.
A grande maioria dos povos distribuídos para o sul a partir da costa marítima da Nigéria até o litoral da Somália, falavam línguas aparentadas, denominadas de línguas bantas. Em função das semelhanças de vocabulário e de estruturas morfológicas e sintáticas das línguas remanescentes desses grupos, não há dúvidas da origem étnica comum da população que se dispersou a partir das bacias dos rios Congo-Zambéze. Esses grupos originais dispunham de variada diversidade social, formada por dirigentes, curandeiros e trabalhadores especializados na prática agrícola e na pesca.

3.1 A Partilha da África 

A chegada dos colonizadores à África significou uma grande ruptura cultural aos povos nativos. As feitorias portuguesas se transformaram em entrepostos de escravos para o continente americano. Na segunda metade do século XIX os colonizadores voltaram para buscar não só escravos, mas desta vez queriam as riquezas naturais deste continente.  Durante o Congresso de Berlim (1884-1885), as principais potências coloniais européias adotaram o princípio de que não haveria o reconhecimento da posse de terras na África sem a efetiva ocupação do território. Assim, o território africano, praticamente inexplorado nos séculos anteriores, foi completamente partilhado pelas potências coloniais européias.
Mas essa partilha da África não foi estabelecida apenas pela via pacífica. Ao contrário, provocou uma série de conflitos, principalmente entre a França e o Reino Unido. A África Oriental foi completamente partilhada entre os ingleses, franceses e alemães. Aos italianos coube conservar a Eritréia e aos espanhóis apenas algumas ilhas e pontos dispersos pelo litoral, principalmente na Guiné.

3.2 A Descolonização

A colonização européia da África manteve-se até o final da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa perdeu poder político e militar para as novas potências (Estados Unidos e União Soviética). Mas o curto período de duração (menos de um século de ocupação efetiva) foi suficiente para transformar o continente profundamente, tanto do ponto de vista das configurações territoriais (os países africanos herdaram as fronteiras coloniais traçadas segundo os interesses das potências européias) como de sua organização social e política.
O principal legado da colonização européia foi a divisão do continente em Estados, reunindo diferentes grupos étnicos que não conheciam outra autoridade além do seu próprio clã. Foram poucos os casos cujos reinos antigos serviram de base política e espacial para a formação dos territoriais coloniais, como em parte da África Oriental, da região dos Grandes Lagos e de Burkina Faso e Mali, na costa atlântica. A assimilação de novos valores foi resultado da força e da imposição dos interesses coloniais, transformou-se em pouco tempo na base para a reivindicação dos direitos desses povos, fortalecendo o movimento do pan-africanismo. No contexto da crise geral que se instalou no sistema colonial, outra corrente diferente do pan-africanismo foi importante para aglutinar as forças de oposição aos governos locais – o pan-arabismo.

O Brasil, a África a o Atlântico no século XIX

O  diplomata Alberto da Costa e Silva estabelece relações entre a cruzada anti-escravagista, que pautou a Conferência de Bruxelas em 1890, e o imperialismo europeu na África. Além disso, esclarece aspectos importantes da relação entre a África Atlântica e o Brasil do século XIX.

Até o último quartel do século XIX, a presença européia na África reduzia-se a poucos
pontos litorâneos. Em toda a sua grande extensão, a África era governada por africanos. O
continente dividia-se em impérios, reinos e cidades-estado. Do lado do Atlântico, havia
intensas relações entre essas estruturas políticas e o Brasil. O que se passava num lado do
oceano repercutia no outro. A cruzada anti-escravagista desembocou num novo imperialismo
europeu. A ocupação da África pelas potências européias não logrou destruir muitas
dessas estruturas de poder, algumas das quais serviram de intermediárias entre o colonizador
e os africanos enquanto que outras persistiram na clandestinidade. A ocupação colonial
ocasionou o quase completo corte das antigas e fortes relações com o Brasil.


O Brasil, a África e
o Atlântico no século XIX